quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Votação de projeto que visa zerar verba pública para bandas com letras maliciosas depende de uma assinatura

Com o retorno dos trabalhos na Assemblia, a deputada espera chegar à 32ª assinatura para encaminhar o projeto para votação ainda neste semestre

Foto: Divulgação

Deputada Luiza Maia está em busca de assinaturas

Redação CORREIO

O projeto de lei da deputada estadual Luiza Maia (PT-BA) que pretende proibir que o governo do Estado e prefeituras baianas contratem bandas que executam músicas com letras ofensivas às mulheres depende da assinatura de mais um deputado para entrar na pauta de votação da Assembleia Legislativa da Bahia.

Com o retorno dos trabalhos na Assemblia na próxima segunda-feira (1ª), a deputada espera chegar à 32ª assinatura para encaminhar o projeto para votação ainda neste semestre. Se o projeto for aprovado, dezenas de bandas de pagode baiana podem deixar de participar de eventos financiados por prefeituras e pelo governo do Bahia.

Em entrevista ao Correio24horas, a deputada disse que gosta de sonoridade do pagode, mas não consegue compreender como alguns artistas se dedicam a compor músicas que ofendem as mulheres. Fã de Chico Buarque, Luiza Maia crê que a política também é uma forma de educar e é isso que ela pretende fazer com a proibição.

Já André Ramon, vocalista da LevaNóiz, disse em entrevista à TV Bahia que as suas músicas transmitem alegria para o público. “A maldade está na cabeça das pessoa, porque o intuito da gente não é levar maldade para as pessoas, e sim alegria", declarou o artista. O projeto também é criticado por outros artistas, que acham que a proposta da deputada deve ser amadurecida através de debates.

Na cidade de Camaçari, quando a deputada era vereadora, o então prefeito Luiz Caetano decidiu, após um debate com os vereadores do município, adotar a medida e não contrata bandas que cantam letras que desvalorizem ou exponham as mulheres a constrangimentosdesde 2004, segundo Luiza Maia.

Na Assembleia, o projeto está sendo analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e ainda deve passar por outras três comissões da Câmara dos Deputados para entrar na pauta de votação. Até lá, muita polêmica e discussão entre os baianos podem amadurecer o projeto, que começou a ser elaborado no dia 8 de março deste ano, no Dia Internacional da Mulher.

Retirado de: http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-2/artigo/votacao-de-projeto-que-visa-zerar-verba-publica-para-bandas-com-letras-maliciosas-depende-de-uma-ass/

2 comentários:

  1. essa é uma questão que deve ser realmente debatida em sociedade. tinha ouvido uma versão da história em que o "artista" respondia que ao invés de proibir músicas, a deputada deveria aumentar o salário dos professores. é uma defesa que foge ao problema do ridículo ao qual são submetidas as mulheres nas letras de pagode, e outras coisas. ótima iniciativa da deputada, com certeza, se não proibir, vai pelo menos fazer com que esses "cantores" pensem duas vezes antes de comporem letras idiotas que levam, supostamente, "alegria ao publico".

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  2. Então Alana, o lance é que o governo tem muitas áreas de atuação né? Afinal controlar nossa vida é bem complicado na teoria, a área de educação tem sim projetos ótimos não só de salário como de estrutura física para as escolas que infelizmente estão engavetados, o projeto da candidata (que não com certeza não deve ser o único dela, é na área da cultura, que vem logo depois de educação e saúde quando se fala em ser jogado pras cobras e pros cortes de verba.

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